Polícia Militar recebeu cinco alarmes falsos de bombas em Belo Horizonte

Desde a última semana, a Polícia Militar precisou deslocar equipes para verificação de supostas bombas em alguns pontos de Belo Horizonte. Pelo menos cinco casos foram registrados e o último aconteceu nesta quinta-feira (4), quando militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram até o bairro São José, na região Noroeste. Os deslocamentos inúteis trazem custos para o Estado e, caso seja comprovado que a solicitação não passou de um trote, a pessoa pode ser presa.

Mochila deixada na estação de metrô São Gabriel

Mochila deixada na estação de metrô São Gabriel

Para o chefe da sala de imprensa da Polícia Militar, capitão Flávio Santiago, essas ocorrências falsam geram pânico desnecessários para a população. “Algumas medidas de proteção devem ser tomadas. As pessoas devem ficar atentas de onde deixam suas bolsas, sacolas e caixas de papelão. Além de existir a possibilidade de furto, quem não sabe o que está ali dentro pode achar que se trata de um artefato e entrar em contato com a polícia”, explicou.

No dia 2 de agosto, além de deslocamento de policiais, uma mochila deixada em um banco da estação de metrô São Gabriel paralisou as viagens nos dois sentidos por cerca de 23 minutos, enquanto o Gate fazia a verificação.

Na noite do mesmo dia, militares foram deslocados para verificar uma suspeita de bomba no Hospital das Clínicas da UFMG, no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte. Dessa vez, o suposto artefato estava em uma caixa de papelão. Foi constatado que não se tratava de um explosivo.

Nessa quarta-feira (3), policiais precisaram interceptar um ônibus da linha 3055 (Estação Barreiro / Savassi via BH Shopping) depois da denúncia que um homem em atitude estranha poderia ter entrado com explosivos no coletivo. Mais uma vez, a ocorrência não era verdadeira e ficou confirmado que a pessoa tinha problemas mentais.

“O cidadão que não sabe qual a real situação e se vê ameaçado vai fazer o seu papel de chamar a polícia. E nós sempre vamos deslocar para a verificação. É importante destacar que a ameaça de bomba é real apenas quando se encontra algum tipo de artefato. Antes disso, os policiais deslocam para uma checagem”, esclareceu.

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